ESCOLAS PARTICULARES APROVAM O DOBRO DE ALUNOS PARA AS UNIVERSIDADES

Considerando como o percentual da população com pelo menos o ensino médio completo que ingressou no ensino superior, a taxa de ingresso chega a 36% entre os alunos das escolas públicas em contraste com os 79% dos aprovados que são egressos da rede privada. Os índices revelam uma disparidade entre ambas as redes de ensino e são evidenciadas na Síntese de Indicadores Sociais 2018, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A disparidade de aprovação dos alunos da rede privada chega a ser 2,4 vezes maior do que a registrada na rede pública. A proporção é observada tanto entre pessoas de 18 a 24 anos quanto de 25 a 44 anos. Em termos de cor ou raça, também foram observadas diferenças nas taxas de ingresso: 81,9% dos brancos das escolas particulares começaram a faculdade contra 71,6% dos pretos e pardos. Na rede pública, os percentuais de início da graduação foram, respectivamente, de 42,7% e 29,1%.

A interrupção dos estudos entre as pessoas de 18 a 29 anos que terminaram o ensino médio mas não concluíram o ensino superior também foi observada. Entre as mulheres, 18,5% apontaram que a falta de dinheiro para pagar despesas (mensalidade, transporte, material escolar, entre outros) era o principal motivo para a não continuidade dos estudos. A taxa reduz para 15,8% entre os homens.

Adequar os gastos com a faculdade ao orçamento familiar é um desafio para grande parte das famílias brasileiras, que ganham R$ 1.268 mensais. No entanto, existem programas educacionais que ofertam até 70% de desconto na mensalidade e aliviam o impacto das despesas.

A estudante Sheila Alme destaca que a renda per capita familiar é de R$ 837.42 mensais. “Somos sete, sendo que apenas quatro trabalham. A maioria das pessoas aqui em casa são autônomas e recebem o equivalente a um salário mínimo, mas isso não acontece em todos os meses, o que dificulta um pouco, já que as nossas despesas são mensais”, desabafa.

O desconto na mensalidade é uma alternativa importante para os estudantes que precisam ainda arcar com outras demandas. “Nossos gastos principais são com saúde, alimentação e com a educação das crianças. Eu ainda preciso arcar com os gastos da minha graduação”, acrescenta a graduanda de Gestão Comercial.

Fonte: Infonet